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Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2026 - 10:32:16hs

Golpes investigados em Costa Rica e Figueirão levam à prisão de corretor no Paraná

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Por Redação RegionalMS
Golpes investigados em Costa Rica e Figueirão levam à prisão de corretor no Paraná

Natural de Cassilândia (MS), o corretor de imóveis Leonardo da Silva Thiele, de 31 anos, foi preso após investigações apontarem a aplicação de golpes milionários no setor imobiliário. Embora a prisão tenha ocorrido em Maringá, no Paraná, parte das denúncias e dos crimes investigados também envolve negociações em Costa Rica e Figueirão, no interior de Mato Grosso do Sul.

A prisão preventiva foi decretada pela Justiça no dia 10 de fevereiro, após pedido da Polícia Civil. A medida tem prazo inicial de 30 dias e foi considerada necessária porque a empresa ligada ao investigado continuava em funcionamento, o que poderia resultar em novas vítimas. Segundo o delegado Fernando Garbelini, titular da Delegacia de Estelionatos de Maringá, milhões teriam sido movimentados por meio das fraudes.

Ao menos dez inquéritos já foram instaurados no Paraná, mas o número pode aumentar. De acordo com a polícia, Leonardo oferecia investimentos imobiliários com promessa de alta rentabilidade, apresentando propostas atrativas de compra e revenda de imóveis. As investigações apuram crimes como estelionato, uso de documentos falsos e apropriação indevida de valores.

Em Mato Grosso do Sul, casos semelhantes foram registrados. Em Costa Rica, uma vítima afirma ter perdido R$ 280 mil após comprar uma casa simples na Vila Nunes e um terreno localizado do outro lado do rio. O golpe teria sido descoberto quando o comprador encontrou o verdadeiro proprietário do imóvel, que estaria vendendo a residência para custear tratamento de saúde.

Outro caso no Estado aponta que o corretor intermediou a venda de uma casa e de um terreno, recebeu mais de R$ 166 mil do comprador, mas repassou apenas R$ 37 mil ao proprietário, ficando com o restante do valor além da comissão prevista em contrato.

Já em Figueirão, Leonardo é suspeito de vender três terrenos como se fossem próprios, recebendo R$ 137.550. Posteriormente, a vítima descobriu que ele não fazia parte da empresa citada durante a negociação.

Há ainda um caso em Camapuã, no qual, segundo denúncia do Ministério Público, ele teria se apresentado falsamente como representante de uma incorporadora para vender dois terrenos em um loteamento em Costa Rica. A vítima transferiu R$ 105 mil, mas não recebeu a documentação dos imóveis. Nesse processo, ele foi denunciado por estelionato em concurso material.

As autoridades acreditam que o número de vítimas pode ser maior, já que Leonardo também responde a outros procedimentos no Estado. A expectativa é que novas denúncias sejam registradas nos próximos dias.

O corretor ainda aparece com nome ativo no Creci-MS. A reportagem tentou contato com o conselho por WhatsApp, mas não obteve retorno até o momento. O espaço permanece aberto para manifestação.

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