Domingo, 30 de Agosto de 2026 - 09:33:59hs
Lágrimas de gratidão marcam homenagem a Júnior Diniz no 13º Leilão Direito de Viver em Alcinópolis
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O 13º Leilão Direito de Viver em prol do Hospital de Amor de Barretos, realizado em Alcinópolis, não foi marcado apenas pelos grandes números alcançados pela campanha. Por trás de cada doação, cartela vendida e prenda arrematada existem histórias, dedicação e, principalmente, gratidão. Um desses momentos aconteceu logo na abertura do evento.
Diante do público, o locutor Cícero de Souza fez questão de reconhecer o trabalho desenvolvido por Júnior Diniz, conhecido carinhosamente como “Cabeça Fraca”, integrante da comissão organizadora e genro do presidente da comissão, Ildomar Carneiro.
Júnior esteve diretamente envolvido nos trabalhos de preparação e realização do leilão. Ao ser chamado à frente e ouvir Cícero falar sobre sua dedicação à causa, não conseguiu conter a emoção. As lágrimas tomaram conta e revelaram aquilo que as palavras, naquele momento, eram difíceis de expressar.
Após a abertura, em entrevista ao Portal RegionalMS, Júnior explicou o motivo de tamanha emoção. Segundo ele, naqueles poucos segundos em que recebeu o reconhecimento, muitas lembranças passaram por sua cabeça.
Há cerca de quatro anos acompanhando de perto o trabalho do Hospital de Amor, Júnior contou que já teve a oportunidade de conhecer a instituição e presenciar a realidade de pacientes, inclusive crianças, que enfrentam o tratamento contra o câncer, passou um filme na minha cabeça.
“É uma emoção muito grande, porque eu acompanho Barretos há quatro anos e sei da necessidade do dinheiro para o hospital. Quando vejo as matérias da ala das crianças com câncer, isso mexe muito comigo”, relatou.
Mas uma lembrança em especial tornou aquele momento ainda mais significativo.
Júnior contou que, recentemente, recebeu uma mensagem de uma mulher cuja mãe havia sido encaminhada por ele para tratamento. A mensagem dizia: “Júnior, minha mãe bateu o sininho por você, porque você encaminhou.”
No Hospital de Amor, tocar o sino representa um momento simbólico e especial para pacientes que concluem uma importante etapa do tratamento.
Para Júnior, receber aquela mensagem foi uma recompensa impossível de ser medida em dinheiro.
“É uma emoção muito grande, porque lembro de cada paciente que eu já coloquei lá dentro. Teve uns que já partiram e tem outros que estão fazendo tratamento lá ainda. Então, era uma hora muito difícil para mim falar. Até agora estou emocionado”, contou.
Apesar do reconhecimento recebido, Júnior fez questão de dividir os méritos com todos os integrantes da comissão organizadora.
Ele destacou que, a cada edição, o grupo trabalha para aumentar a arrecadação e, consequentemente, ampliar a contribuição destinada ao Hospital de Amor.
Segundo Júnior, até mesmo as críticas recebidas durante a preparação da edição de 2026 acabaram servindo como combustível para que a comissão permanecesse ainda mais unida e determinada.
“Cada vez que fazemos o leilão, estamos tentando aumentar a arrecadação. Recebemos muitas críticas este ano, mas isso deu ainda mais força para a nossa comissão. Todo mundo é unido. Esse mérito é de todos eles”, afirmou.
“Ensinem seus filhos a fazer o bem”
No encerramento da entrevista, Júnior Diniz deixou talvez uma das mensagens mais importantes do 13º Leilão Direito de Viver.
O integrante da comissão chamou a atenção para a necessidade de envolver as novas gerações nas ações solidárias. Segundo ele, atualmente apenas três integrantes mais jovens participam da comissão, enquanto a maioria é formada por pessoas que há anos se dedica à causa.
Por isso, fez um apelo diretamente aos pais e às mães:
“Pais e mães, ensinem seus filhos a fazer o bem. Ensinem eles a ajudar, a vender cartela, a ajudar o próximo.”
Uma mensagem simples, mas que resume parte da essência do Leilão Direito de Viver.
Os números alcançados pelo evento são importantes e mostram a força de Alcinópolis quando a comunidade se une. Porém, momentos como o vivido por Júnior Diniz mostram que a maior conquista talvez não esteja apenas no dinheiro arrecadado.
Está em ajudar alguém a chegar ao tratamento, acompanhar uma família durante uma batalha difícil e, algum tempo depois, receber a notícia de que aquela pessoa finalmente pôde tocar o sino.
Na abertura do 13º Leilão Direito de Viver, Júnior recebeu aplausos e reconhecimento. Em troca, deixou lágrimas de gratidão e uma mensagem para o futuro: ensinar as novas gerações que fazer o bem também é uma herança que precisa ser passada de pais para filhos.
CLIQUE AQUI: Veja as fotos do leilão!!!
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