Sábado, 29 de Agosto de 2026 - 18:14:16hs
Oratório é arrematado por R$ 23 mil e legado de José Laurindo emociona 13º Leilão Direito de Viver
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Entre lágrimas, gratidão e solidariedade, família do saudoso José Laurindo mantém viva a tradição de ajudar o Hospital de Amor e protagoniza um dos momentos mais emocionantes do leilão.
Um oratório artesanal de madeira rústica, produzido especialmente para ser doado ao 13º Leilão Direito de Viver de Alcinópolis, foi arrematado por R$ 23 mil e protagonizou um dos momentos mais marcantes e emocionantes do evento realizado neste sábado (29), em prol do Hospital de Amor de Barretos.Após uma sequência de lances, o martelo do leiloeiro confirmou o arremate para a família do saudoso José Laurindo, nome que se tornou símbolo de solidariedade e apoio ao leilão beneficente em Alcinópolis.
No momento em que o lance foi confirmado, a família comemorou emocionada. Abraços e lágrimas tomaram conta daqueles que, mais do que adquirir uma prenda, estavam dando continuidade a um legado construído ao longo dos anos por José Laurindo.
A emoção ganhou um significado ainda maior porque, durante a abertura do leilão, a comissão organizadora já havia prestado uma homenagem ao saudoso colaborador, entregando à família um banner com mensagens em reconhecimento à sua história de participação e contribuição com a causa.José Laurindo foi, durante muitos anos, um dos grandes apoiadores e arrematadores do leilão, especialmente quando a arrecadação tinha como destino o Hospital de Amor. Mesmo após sua partida, os ensinamentos deixados por ele permanecem vivos nos filhos, netos e demais familiares.
O oratório foi doado por Marcos André, conhecido como Marquinho, membro da comissão e carpinteiro que tradicionalmente contribui com o leilão por meio de peças confeccionadas artesanalmente.
A obra foi produzida em madeira rústica de angico, com iluminação em LED, além de contar com crucifixo, imagem, cruz de madeira e uma Bíblia Sagrada.
Em entrevista ao Portal RegionalMS, Marquinho falou da emoção de ver seu trabalho alcançar o valor de R$ 23 mil em benefício do Hospital de Amor.
“A emoção é muito grande, porque é muita gente que precisa dessa causa. Enquanto você está com saúde, você tem que fazer por eles. Eu sempre falo para minha família, meus amigos, meus filhos e minha esposa: ou você tem um parente, ou tem um amigo, sempre conhece alguém que precisa ir ao hospital.”
Para o carpinteiro, o significado do arremate ficou ainda maior por a peça ter sido adquirida justamente pela família de José Laurindo.
“É gratificante você fazer a prenda, ela ser bem leiloada e ainda mais pela família do seu Zé Laurindo, que era um dos principais arrematadores nossos e não está mais aqui com a gente. Eles estão honrando o legado que ele deixou.”
A confecção da peça também teve um significado familiar. Marquinho contou que recebeu a ajuda do filho caçula, André, durante todo o processo de produção.
“Foi eu e o André que fizemos ela. Então é lágrima de gratidão mesmo. Não é de tristeza, é de gratidão.”
“É o legado que ele deixou para nós”
A família de José Laurindo também conversou com o RegionalMS após o arremate. Emocionada, Juliana destacou que participar do leilão significa manter viva uma das causas que seu pai fazia questão de apoiar.
“Primeiramente, é a emoção de estar participando de um dos leilões que o meu pai mais gostava de ajudar, porque ele sabia que era uma causa nobre. Nós estamos dando continuidade a isso. É o legado que ele deixou para nós.”
Segundo ela, levar o oratório para casa em nome do pai tornou aquele momento ainda mais especial.
“A emoção foi enorme. É poder estar participando e conseguir levar essa prenda em nome do meu pai. É uma peça que significa tudo: gratidão e paz.”
Para a família, José Laurindo deixou muito mais que lembranças. Deixou valores que agora são transmitidos às novas gerações.
“É uma emoção muito grande conseguir deixar um pouquinho do que ele nos ensinou e passar isso para os meus filhos, para a minha família e para todos que estão presentes. Realmente, é melhor a gente ajudar do que precisar.”
Juliana ressaltou ainda que cada contribuição destinada ao Hospital de Amor pode fazer diferença na vida de alguém que enfrenta o câncer.
“O pouco que a gente fez talvez vá salvar uma vida, ou pelo menos ajudar na recuperação, amenizar uma dor. Um pouco vai estar ajudando, com certeza.”
Ao deixar uma mensagem em memória do pai, Juliana resumiu os ensinamentos que José Laurindo transmitiu à família: honestidade, dignidade, solidariedade e disposição para ajudar o próximo.
“Seja honesto, leve a vida com dignidade, participe e ajude quem precisa. São nesses pequenos atos que a gente vê o tamanho do coração das pessoas.”
Ela também reafirmou o compromisso da família de continuar participando e contribuindo com o Leilão Direito de Viver.
“A minha família vai estar sempre presente, principalmente nesse leilão. Meu pai, desde quando o leilão começou, quando a gente nem morava aqui, já vinha para participar. Queremos continuar contribuindo cada vez mais e ajudar, em especial, uma causa nobre como essa.”
O arremate de R$ 23 mil ficará registrado não apenas pelo valor alcançado, mas pelo significado daquele instante.De um lado, um artesão que transformou madeira, trabalho e dedicação em solidariedade. Do outro, uma família que transformou saudade em continuidade.No centro de tudo, uma causa capaz de unir pessoas e gerações: ajudar o Hospital de Amor e aqueles que enfrentam uma das batalhas mais difíceis de suas vidas.O martelo bateu confirmando R$ 23 mil. Mas, naquele momento, o verdadeiro valor não estava apenas no dinheiro arrecadado. Estava nas lágrimas, nos abraços, na gratidão e na certeza de que o legado de José Laurindo continua vivo em Alcinópolis, agora pelas mãos de sua família.
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