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Sábado, 18 de Julho de 2026 - 09:46:10hs

Vendendo picolé e juntando latinhas, dona Fátima conquistou a casa própria e virou símbolo de trabalho em Figueirão

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Por Redação RegionalMS
Vendendo picolé e juntando latinhas, dona Fátima conquistou a casa própria e virou símbolo de trabalho em Figueirão

Quem frequenta festas, eventos esportivos e comemorações em Figueirão certamente já encontrou dona Fátima Auxiliadora dos Santos. Aos 58 anos, ela se tornou uma personagem conhecida no município pela disposição para o trabalho e pela presença constante vendendo picolés, balas, doces e recolhendo latinhas para complementar a renda. Foi justamente com esse esforço diário que conquistou um dos maiores sonhos da vida: a casa própria.

Moradora de Figueirão desde 2008, dona Fátima vive sozinha e diz que nunca deixou faltar o necessário dentro de casa.

“Graças a Deus, dá para viver. Eu pago minhas continhas em dia, pago água e luz, tenho mantimento em casa, compro roupa e calçado. Não me falta nada”, conta.

A casa onde mora foi conquistada por meio do programa Minha Casa, Minha Vida. Mas a maior vitória, segundo ela, foi conseguir quitar todas as prestações trabalhando nas ruas da cidade.

“Eu pagava R$ 25 por mês. Todo mês eu ia na Caixa pegar o boleto e pagava certinho. O gerente até me deu parabéns, porque disse que nunca tinha visto uma pessoa pagar todas as prestações em dia”, lembra.

Para manter os pagamentos, dona Fátima aproveitava toda oportunidade de trabalho. Além de vender picolés e doces, fazia reciclagem, trabalhava em festas e até cuidava da limpeza dos banheiros durante eventos.

“Eu fazia escola, fazia festa, tudo quanto é lugar que me chamavam eu ia. Se precisavam de alguém para cuidar do banheiro, eu ia também. Fazia tudo com carinho e o pessoal sempre me dava os parabéns.”

Durante a pandemia, quando o movimento diminuiu, ela recebeu ajuda da irmã, em Campo Grande, mas nunca deixou de cumprir o compromisso com a prestação da casa.

Hoje, dona Fátima continua presente nos eventos realizados em Figueirão. Sempre com o carrinho de picolé ou os doces nas mãos, ela faz parte da paisagem das festas da cidade e é lembrada pelo sorriso, pela simpatia e pela disposição para trabalhar.

Ao final da entrevista, ela deixou uma mensagem para quem pensa em desistir dos próprios objetivos.

“Não desistam dos seus sonhos. A gente parada fica doente. Tem que arregaçar as mangas e trabalhar. O hoje não pertence à gente, pertence a Deus.”

A história de dona Fátima mostra que, mesmo com dificuldades, a perseverança e a dedicação podem transformar uma rotina simples em um exemplo de superação e dignidade.

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